Epic Fail,
the highest form of fail known to man. Reaching this level of fail means only one thing: You must die, or the world will fail itself due to such an extreme level of failage.Este post colige as minhas impressões sobre o pior que me passou pelas goelas nestes últimos dias.
Vila Santa — Syrah '2007Para começar em beleza, um aclamado varietal da autoria do famoso
João Portugal Ramos. Syrah alentejano, uvas colhidas em excelente estado de maturação (diz o contra-rótulo) e fermentadas a temperatura controlada, tendo o projecto de vinho resultante sido sujeito a uma longa maceração pós-fermentativa — ideia: extrair das cascas e engaços uma maior quantidade de taninos, dado que estes se solubilizam facilmente em meios alcoólicos. Estagiou durante meio ano em meias pipas de carvalho francês e americano. Depois de tanto bem ter ouvido dizer dele, resolvi experimentar. Inicialmente verti o vinho directamente para dentro do copo. Decerto a não mais de 18ºC, que nestas coisas costumo ter cuidado. Vi-o escurão, de tom violáceo carregado. Prometia. Logo de seguida, levo-o ao nariz e... Que quente! Que álcool a tudo o mais abafar! Claro que sob o dito detectei fruta doce, apelativa; e talvez um bocadinho de madeira. Mas tudo muito tímido, muito acanhado. Na boca, muita acidez e ainda mais álcool; pouco corpo, pouca fruta para tamanho picor. Terminou razoavelmente longo, mas tal atributo jamais chegaria para me convencer depois do que acabara de presenciar. Meti-o num decantador e levei-o ao frigorífico. Mais ou menos 45 minutos depois, encontrava-se a 14ºC: o álcool um bocado menos ofensivo, mas presente; a fruta, mais visível, fixe mas relativamente plana... e algo amadeirado... ou especiado... indistinto. Na boca, passada boa parte da anestesia alcoólica, deu para notar que os taninos eram pouco longos e algo farinhentos. Puah. Como o vinho estava jovem, ainda tive esperanças de que melhorasse durante a noite. Enganei-me. Passadas talvez 12 horas, ao almoço do dia seguinte, continuava gulosão e extremamente alcoólico. A fazer lembrar um LBV fracote, quase completamente destituído de doçura. Ainda ligeiros alicorados — já?! OK, este pode não ter sido o pior vinho que alguma vez provei. Mas, sem paninhos quentes, para os 12€ que custou, achei-o uma merda.
13,5.com '2008O flop que o vinho anterior constituiu acabou por minimizar a decepção face ao que encontrei neste. Corria o mês de Abril deste ano quando provei a edição de
2007 deste vinho de
Tiago Cabaço. E gostei. Bastante. A fruta era franca, o corpo cheiinho e redondo, o sabor surgia agradavelmente pouco doce: para 3€ ou coisa que o valha, um mimo. Infelizmente, este '2008 não me pareceu tão bom. Não que divirja muito do da colheita anterior em peso ou volume, índole aromática ou sapidez — nada disso. O que mais o diferencia do seu antecessor, tanto quanto percebi, é que as notas vegetais, certamente do Cabernet Sauvignon, que naquele apareciam vincadas (embora bem integradas), neste como que vêm mascaradas, escusas sob flores e compota. Também na boca está diferente. Onde antes apareciam notas vegetais que moderavam a doçura do conjunto, aparece agora um travozinho adocicado, novamente a sugerir compota... E que diferença isso faz! Para pior. 3€.
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Pingo Doce — Palmela «Reserva» '2007Outra meia desilusão. Meia porque já o de
2006 não me tinha agradado muito, principalmente por ser tão alcoólico... Enfim. Como esse, trata-se de um monocasta Castelão da Casa Ermelinda Freitas. Algo carregado na cor. Mas de aroma muito mais fiel à casta — o '2006 pareceu-me um bocado atípico. Pena que, na boca, se o outro pecava por excesso, com um álcool que tapava tudo, este peca por certo vazio de sabor: a fruta surge como que esmaecida. Também de equilíbrio podia ser melhor, muito ácido e áspero para a profundidade que tem. 3€.
13,5Krohn — (Porto) SenadorDa
Wiese & Krohn. Tawny escuro. Cheiro de intensidade discreta e muito simples, a passas açucaradas, com toques de anis e funcho. E queijo. Bafientas notas de queijo, nada agradáveis. Quase plano na boca, pobrezinho, com sabor a passas pouco doces. Para cúmulo, não consegui deixar de achá-lo de carácter um tanto indistinto, já que se trata de um tawny fraco que podia ser mais diferente de um ruby fraco. Custou 5€.
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