domingo, 4 de maio de 2008

Kopke (Tinto) '2005

Mais pinga:


Kopke, tinto duriense (D.O.C.), colheita de 2005.

Cor rubi profunda. Surge primeiro um aroma muito ligeiro a frutos vermelhos, que se intensifica um pouco ao voltear o vinho. Notas de ligeira compota. Depois, elementos minerais. Ou melhor dito, aquilo a que chamo podrum. Será terra húmida? Terra húmida cheia de vida, cheia de elementos de suporte à vida? Não me entendi lá muito bem com ele. Depois, na boca, é um vinho elegante, de elementos bem integrados, mas que peca pela falta. De força. De exuberância. De complexidade. Os sabores surgem ambíguos, algo difíceis de identificar. Existem subtilíssimas, quase virtuais, notas de frutos vermelhos. Algum vegetal seco. Mas o que predomina são os tons castanhos... Restolho, terra húmida, xisto molhado. Coisas da terra que remetem para uma paisagem de terra e chuva, folhas mortas molhadas, amarelos dourados e castanhos, sol encoberto de Outono... E do final, só posso dizer "beh".

Baratucho, custou à volta de 5€, também no Continente.
Mas há vinhos de 2/3€ muito superiores, porra.

Com comida, só foi bem com patê de fígado e trufas. E pãozinho, claro. Coisas da terra que puxam coisas da terra. Não é o meu estilo.

12,5