quinta-feira, 29 de maio de 2008

Yangmei

Estou a comer Yangmei secas.



São muito, muito boas.

Para quem tem preguiça de seguir links, são os frutos da myrica rubra, uma árvore de tamanho médio e folha perene, nativa da Ásia, onde é cultivada há milhares de anos (blah blah).

Os frutos são doces e têm um sabor característico e muito agradável, que não se parece com nada que eu conheça, embora a S. insista que sabem a cherry cola. São ricos em vitamina C e têm inúmeras aplicações.



Comprei numa lojinha na baixa, um pequeno mini-mercado chinês, muito fixe.

Fomos atendidos por um rapazinho simpático, que não poupava palavras a tentar explicar no seu parco português o que era cada coisa. E a conseguir.

Comprámos pasta (molho) de camarão tailandesa (talvez um dia vos fale dela), estes frutinhos a que dedico o post. E arroz. Um quilo e meio de autêntico arroz thai, de bago curto e fino, semi-transparente, um pouco gomoso e de aroma inconfundível, soberbo, que nada tem a ver com os arrozes que se vendem como "thai/jasmine" nos supermercados.

O rapaz ainda nos ofereceu duas embalagens, digo, duas doses individuais de peixe para comer simples, à laia de snack.




Duas como essa aí da fotografia. Têm cheiro e sabor intenso a peixe curado ao sol. Não gostei, mas a S. adorou. (Comeu as duas.)

Ainda um aparte engraçado: a S. quase comprava um pacote de nacos de carne de vaca seca — confundiu-os com rebuçados! Pois imaginem: um pacote de plástico com o desenho de uma menina sorridente num prado verde, cheio de embrulhinhos de papel prateado, brilhante, pequeninos e todos do mesmo tamanho, com a forma de rebuçados. E a S. a perguntar ao moço se aqueles rebuçados eram bons!

E ele, sem nos querer enganar e já aflito por não estarmos a perceber, ia repetindo "cá'ne vácá... cá'ne.. é cá'ne vácá!"

Enfim, uma pequena surpresa na baixa de Coimbra, tem coisas difíceis de encontrar por estas bandas. Prometo que deixo aqui a morada quando lá voltar e reparar exactamente onde fica porque gostei muito.