domingo, 13 de julho de 2008

Álvaro Castro — Reserva '2005

Não é a primeira vez que bebo este vinho. De facto, tenho comprado um par de garrafitas por mês desde que o comecei a ver à venda. Por aqui se vê o quanto me agrada.

Jamie Goode, da The Wine Anorak, esteve com o produtor na sua visita à região do Dão. Aqui, as suas interessantes notas sobre o que viu. Dave Worthington, do excelente Tinto y Blanco, provou este vinho e deu-lhe 91 pontos. Também existe uma boa entrevista com o senhor aqui, na página d'Os5às8.

Dão (D.O.C.) feito a partir de Touriga Nacional e Alfrocheiro, tem 13% Vol. e vem numa pesada garrafa borgonhesa que, pessoalmente, acho muito bonita.

Cor rubi escuro, bastante densa. O nariz é dominado por flores e frutos silvestres maduros. Depois, já no copo, abre. A fruta fica mais doce, surge rebuçado e vão-se revelando boas notas de barrica: madeira e especiarias, a casar muito bem com a fruta, num registo suave e envolvente.

Na boca é fresco, tem corpo mas não pesa, os taninos são macios e persistentes, e a fruta mostra-se intensa e doce, realçada por contida acidez que ajuda a definir uma estrutura tânica harmoniosa, fina e persistente, responsável por certa austeridade no final, que é agradável e deixa a boca limpa, mas podia perdurar mais.

Não é vinho que prime pela complexidade. No que toca ao equilíbrio, impressiona. Apesar de ainda jovem, está mais que pronto a ser bebido.

Costumo comprá-lo a menos de 15€.

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