sexta-feira, 18 de julho de 2008

Herdade Porto da Bouga — Reserva '2006

Tinto alentejano que muito me agradou.

Foi feito a partir das castas Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah e Alicante Bouschet. Estagiou durante 8 meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem 13,5% vol.

Muito completo, muito agradável, por um lado intenso e cheio de fruta doce, rebuçado, caramelo; por outro, fresco de deliciosa acidez, evidenciando excelentes notas de barrica, tanto no nariz como no palato.

Agora que já falei do vinhito mas ainda me apetece escrever, vou contar-vos uma história. Como são 3 da manhã e estou meio bêbedo, a ver o Chat, em vez de inventar algo novo, vou colar aqui uma merda que me lembrei de postar como comentário ali ao lado, noutro blogue. Não digo onde. Googlem-no se quiserem!

Já assisti a vários encontros do Renovamento Carismático Católico. De ar augusto, as senhoras piedosas e tementes a Deus reuniam-se numa sala contígua à igreja lá do bairro nas segundas-feiras à noite. A dada altura, ia a quase todos com a minha mãe. E ia cheio de fé. Ora bem: nessa altura, andava no quinto ano e era o mais pequeno da turma. Acontece que tinha aula de educação física nas terças de manhã. Era aí que não podia evitar cruzar-me com outro puto de outra turma, um imbecil já várias vezes repetente, gordíssimo e muito forte, com uns abanos enormes a fazer de orelhas. Chamava-se Bruno e devia ter algum problema com as próprias orelhas, só podia, mas o facto é que descarregava as frustrações em mim e nas minhas. Era beliscão, era tabefe, era puxão... Enfim, fora ele tão empenhado nas aulas como era comigo e nunca o teria conhecido. Filho da puta. E eu ia ao Renovamento, ia. Por vontade própria. Com o fervor de um puto tão ateu quanto um puto pode ser, encomendava as minhas orelhas a Deus e ao seu único e amado Filho, Jesus Cristo.

Nunca nenhum deles fez nada por mim. Levei com o machimbombo até ao fim do ciclo. E quando cresci, já o gordo devia ter morrido que nunca mais o voltei a ver...

:(

Voltando ao vinho, 15,5

Eh, um dia destes falamos de desratização.