sábado, 30 de agosto de 2008

Couteiro-Mor — Colheita Seleccionada '2005

Do dicionário online da Priberam:

Couteiro,

s. m.,
guardador de coutada ou couto.

Hmmm...

Nota-se em Portugal uma exploração um bocado grande de certa vertente
— a titulada, por assim dizer — do tradicional, quase nos remetendo para aquilo a que eu chamaria uma imagística monárquico-bucólica. Oh! A pureza! Oh! O romance! Ai!...

Um bocado grande talvez exagerada, não? Foda-se,
PUAH!

Adiante. Acerca do vinho...

Alentejano da Sociedade Agrícola Gabriel Francisco Dias & Irmãs, Lda., de Montemor-o-Novo, que tem uma página web aqui.

Foi feito com uvas das castas Aragonês, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet, e estagiou durante 4 meses em madeira de carvalho francês.

Cor escura com reflexos acastanhados. Muito chocolate de culinária no nariz e na boca, um pouco abafado, e cerejas em álcool, sugerindo algo como um Mon Chéri tosco, feito com chocolate da velhinha fábrica de chocolates das Beiras. Mostra ainda alguns tostados e laivos de mato seco, que lhe transmitem alguma profundidade. É denso, encorpado, bem estruturado, e tem um final bom.

Pareceu-me um vinho bem feito, num registo relativamente simples e um bocadinho por polir — ainda: consta que estes Colheita Seleccionada costumam envelhecer bem — mas bastante apetitoso, bastante apelativo. Será difícil não gostar dele. Custa 3,50€.

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