domingo, 3 de agosto de 2008

RHEA '2005

Dos Titãs, Rhea — que nome bonito — filha de Urano — o Céu — e de Gaia — a Terra — mãe dos Deuses.

Da G&R — Consultores, veio-me parar à mesa este tinto (DOC) do Douro, feito com — citando a ficha técnica fornecida aqui pelo produtor — castas tradicionais durienses como a Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Barroca e Touriga Nacional, e parcialmente estagiado em madeira de carvalho durante 10 meses.

Decantei-o «de chapa» talvez uma hora antes de o servir, como recomendado pelo produtor, ligeiramente refrescado — a 15ºC.

Cor rubi. Mostrou aroma franco a frutos vermelhos, não maduros, algum mato seco, bastantes tostados — e poliéster... Na boca, ligeiro e bem seco. Frutos vermelhos e um pouco de madeira, que não se mostrou no seu melhor. Lá pelo meio dos tostados da barrica, como que teimavam em aparecer sugestões a cortiça aglomerada, a plásticos... Certa pobreza aromática deixava evidenciarem-se o álcool, e pior, excesso de acidez. Como se as framboesas não estivessem todas maduras, com ocasionais laivos abafados de laranjas azedas.

Algo rústico, acabou por ir bem com feijoada.

Custando à volta de 4€, acaba por não ser vinho para o preço. 13

Procurando na web, descobri mais pessoas que não ficaram demasiado felizes por o terem provado.