segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Stereolab — Emperor Tomato Ketchup

Tenho este disco há muito, muito tempo. Lembro-me de ser [ainda mais] puto e andar com a maralha — os cromos dos cromos da minha turma de 12º ano — a arriscar um relaxado [e curto] resto de vida ligado a um ventilador com corriditas e corridonas no espadalhão do pai de um deles — o Porky! — pelo meio dos pinheiros que proliferam lá para os lados da parvónia. Sempre com a música buésda alta. Depois crescemos, a vida separou-nos, outras corridas e sons vieram. Em consequência disso, o disquito que tanto adorava acabou, literalmente, no fundo da gaveta — onde passou boa parte dos últimos dez anos. No outro dia — Iá, só no outro dia! Resisti até ao fim! — juntei-me ao rebanho e comprei um leitor de mp3 — Mas não daqueles Apple da moda, que têm um som de merda e são bué paneleiros — E lá andei a desenterrar tralha para lhe encher a memória.

Encontrei-o, pu-lo a tocar... e agora estou fodido, que não consigo parar de ouvi-lo e é tão feio andar de phones na rua... :(

Para saber mais sobre o álbum — que é extraordinário, ouça só o bocadito que aí vos deixo! — siga este link. Para saber mais sobre a banda, siga este.



Les allées, les venues, labyrinthe, mais qu'y vois je?
La sortie, je la voie, elle est là, on est peu,
Bien trop peu, au travers, murs épais je peux le faire,
Faire tomber, les écrans, du trompage, du trompage —

S'accrochant au vide, à de la fumée, les balles sont crevées, tout recommencer
Que voudra-t-on voir, le rideau lever, le silence est d'or, je ne suis pas d'accord
Ne pas faire d'effort, et beaucoup bailler, pouvoir s'élever, et vous saluer,
On n'est pas pigeon, peut-être bien des cons, la réalité, de l'autre façon...


Pronto, por agora é tudo. Não há mais nada.