segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Quinta das Tecedeiras — Reserva '2005

Outro vinho da Dão Sul e uma pinga recorrente por estes lados, foi dos primeiros que comprei para consumo próprio — a colheita de 2001, se a memória não me atraiçoa.

Vem lá bem do centro do Douro, do Cima-Corgo, zona de verões quentes e solo razoavelmente árido, onde as uvas atingem grandes concentrações de açúcar. Juntem-se vinhas muito velhas de uma panóplia de castas indígenas à equação e o resultado só pode ser interessante.




Servido a 16ºC.

A cor é rubi, retinta, opaca, muito escura. Abre com notas de verniz que logo se desdobram em aromas intensos e profundos a flores e frutos negros, e depois vegetal seco com um pico balsâmico, esteva e cardo e floritas multicolores por entre as ervas, como se da poderosa fruta se levantasse fresca aragem capaz de nos fazer percorrer as encostas de onde este vinho veio. Encorpado, espesso, enche a boca. Num registo potente, nem sempre suave mas muito agradável, com o álcool bem integrado e um belo final a evocar chocolate e madeiras.

Este é um daqueles vinhos que nos contam histórias, que nos falam da sua terra! E como vai crescer! Para mim, é um dos grandes do Douro.

Custou pouco menos de 20€.

18, para já.