terça-feira, 14 de outubro de 2008

Adegaborba.pt — Reserva '2004

Alentejo DOC da Adega Cooperativa de Borba.

A página supramencionada conta exemplarmente a história do nascimento deste vinho — Ave copy/paste! — Aí vai:

Este vinho tem origem e proveniência em vinhas velhas da região de Borba, especialmente seleccionadas para a elaboração deste vinho Reserva.

Após um controlo rigoroso da evolução de maturação das uvas na vinha, na chegada à Adega as uvas foram esmagas suavemente com desengace total, ao qual se seguiu o processo de fermentação alcoólica em lagar de inox, com pisa mecânica, terminando em maceração durante 10 dias, sob controlo de temperatura a 22-25ºC.

A fermentação maloláctica ocorreu em depósito de inox de pequeno volume. Um estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês, americano e castanho, antecedeu o engarrafamento e o estágio final em cave de 12 meses em garrafa.

Foram produzidas 24000 garrafas.

Cor rubi, escura.

É frutado e amadeirado. A fruta é negra — muita ameixa, muita ameixa! — profunda e generosa. A madeira surge muito bem colada à fruta. Aparenta qualidade e marca o aroma, mas não o domina. Entre a fruta e a madeira, há chocolate. Um pouco por toda a parte, uma delgada névoa almiscarada.

Tal como o nariz, o sabor consiste, essencialmente, em ameixas muito maduras (mas não demasiado doces) e amadeirados. Tem o seu quê de exótico. Talvez seja a acidez, que entra no conjunto a fazer lembrar maracujá. Muito bom volume na boca. Fresco e macio. Taninos doces e acidez discreta. Um pouco capitoso — deixa certo picor alcoólico no palato mole. Final satisfatório.

Provei-o mais ou menos em jejum — Ó vida! [de vós me aparto!, já agora...] — e depois ao lanche. O que proporcionou a seguinte experiência... que de experiência só tem o princípio. Ora, porra nenhuma, resolvi apontar, por alto, que tal me sabia o vinho com aquilo que estava a comer. Só isso. Duh!

Ficam os resultados:

Primeiro, com queijinho de cabra mal curado, acompanhado por pãezinhos de água da «Padaria São José» (papo-secos de farinha mais grossa, com algum farelo à mistura), notei que os sabores surgiam igualmente nítidos e que o pendor alcoólico se aligeirava. Ganhou qualquer coisa, sim senhor! 17.

Depois, com uma fatia de pão de centeio e um naco de queijo de ovelha amanteigado — coisa mais intensa, mais salgada também, que a precedente — pareceu-me ter-se ressaltado o carácter especiado da bebida. Não ligam nada mal, mas gostei mais da combinação com o queijinho de cabra. 16,5.

E no lanchinho passei às carnes. Pãozinho branco com foie-gras de ganso. Sem surpresa, surgiram sugestões ferrosas. Nada de desagradável, mas... enfim, não sendo um casamento infeliz, também não me pareceu ideal. Um d'Yquem tinha caído melhor! (Sem malícia) 15,5.

Por fim, o regresso ao pão de centeio, desta vez com fatias de presunto ibérico com 18 meses de cura. Impressões similares às anteriores, mas mais acentuadas. Muito pior maridagem que a precedente! 14.


Ah, quase me esquecia! Sem comida, acho que merece p'raí

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