sábado, 11 de outubro de 2008

Chamuças!

Chamuças! Fritos de origem indiana, que dispensam outras apresentações (mas aí está o enlace para o respectivo artigo da wiki). Excepcionais a acompanhar cerveja, são, juntamente com os ovos cozidos e os cachorros, o pão da noite. Quem achar esta afirmação críptica, pergunte o significado a um vadio qualquer...


Primeiro faz-se o recheio.

400g de bife de frango — acredito que se possa utilizar praticamente qualquer outra carne;
2 cebolas grandes cortadas em cubos grosseiros;
4 dentes de alho;
3 colheres de sopa de massa de tomate;
3 colheres de sopa de óleo de amendoim;
1 ½ colheres de sopa de caril;
½ colher de sopa de óleo de sésamo;
2 colheres de chá de malagueta seca moída;
sal a gosto.


Em lume forte — para permitir a evaporação da maior quantidade possível de água — juntam-se num tacho baixo e largo os óleos, a cebola cortada em cubos grosseiros e a massa de tomate. Adicionam-se depois os demais temperos e a carne picada. Vai-se mexendo até a carne cozinhar, tendo o cuidado de não a deixar cozinhar muito, dado que ainda irá ao forno.

Para fazer as chamuças propriamente ditas, utiliza-se uma embalagem de 250g de massa filo. Esta é produzida pela Sofrabrick e existe na maioria dos hipermercados. Não a encontrando já feita, pode sempre seguir-se uma das muitas receitas disponíveis na web. A que transcrevo em seguida é da autoria do chef espanhol Karlos Arguiñano e foi tirada daqui.

Ingredientes:

500 gr. harina
3 cuchara sopera aceite de oliva
1 huevo
1 pizca sal agua


Elaboración:

Mezclar todos los ingredientes y amasar 10 minutos. Se tiene que conseguir una masa elástica (como la pasta de tallarín). Dividir en cuatro y dejar reposar 30 minutos. Extender tan fino como se pueda (como el papel). Dejar secar una hora antes de utilizar.


E do mesmo sítio, um par de recomendações:

La pasta filo no debe estar nunca o lo menos posible, expuesta al aire.

(...)

La pasta filo puede conservarse herméticamente cerrada, en la nevera o en el congelador. En el primer caso debe sacarse de la nevera unas tres horas antes de trabajar con ella. En el segundo, además, debe estar unas ocho horas antes en la nevera, luego unas 3 horas fuera de la nevera.

(...)

Para que la masa filo no se humedezca y quede cruda en el interior, los rellenos deben ser bastante secos. — O que, naturalmente, não se aplica no caso destas chamuças, que, contudo, também ficarão bem estaladiças.






Os diagramas ficaram um pouco toscos, mas enfim... acho que se percebem. Ora vejamos... Primeiro corta-se a folha de massa — que é quadrada — ao meio. Assim:


Pega-se numa das metades, coloca-se uma colher de sopa de recheio (aquela coisinha castanha que parece... na figura) no seu canto inferior direito e dobra-se no sentido da seta.


Ficar-se-á, então, com algo semelhante ao ilustrado pela imagem seguinte. Depois é só dobrar em triângulos.


As setas apontam a direcção e sentido em que se dobra. Os pontinhos vermelhos representam os pontos de partida e chegada de cada dobragem, por assim dizer.


Não será má ideia treinar com um lenço de papel, por exemplo, antes de se deitarem mãos à massa... Foi assim que aprendemos.


Continuam as dobragens...


Por fim, «fecha-se» a chamuça. Assim:


Mais fácil (aqui para nós) que fazer os diagramas a tentar explicar como se dobram... é dobrá-las.

Uma vez concluído esse passo, enche-se uma tigela com óleo de amendoim, onde se submergem, uma a uma. Colocam-se então no tabuleiro do forno — lado a lado, sem se sobreporem — e vão cozer a 200ºC, durante 30/40 minutos. Quando saem do forno, depositam-se numa travessa coberta de papel de cozinha, só para secarem um pouco. Querendo, também se podem cobrir com papel absorvente — para quem gostar delas realmente secas...

No fim, ficaram assim. Muito estaladiças, perfeitas para acompanhar com muita cerveja e um jogo de futebol.






Estes ingredientes renderam 16 unidades.