domingo, 26 de outubro de 2008

Moqueca de Camarão

A moqueca é um cozinhado de origem indígena, e originalmente feita numa grelha de varas ou ainda apenas folhas de árvores cobertas por cinzas quentes (o que era chamado moquém). A diferença básica da moqueca baiana para a capixaba é que a baiana leva azeite de dendê [óleo de palma] e leite de coco. (Fonte: Wikipédia)




1Kg de camarão cal. 10/20;
200g — ou seja, um «sabonete» — de creme de coco (creamed coconut);
2 tomates grandes;
2 cebolas médias;
3 dentes de alho;
sumo de 1 limão e meio;
5 colheres de sopa de óleo de palma;
3 colheres de sopa de azeite;
35g de coentros frescos;
sal e malagueta seca a gosto.


Cortam-se as cebolas e tomates em quartos e juntam-se ao alho, aos coentros e à malagueta seca dentro de um triturador de qualquer tipo. Desfazem-se.

Numa panela grande e, se possível, de barro, aquecem-se em lume forte o azeite e a gordura de palma. Junta-se-lhes o preparado anterior e deixa-se refogar um pouco. Tempera-se com sal e junta-se o creme de coco, cortado em fatias finas. Reduz-se o lume para o mínimo. Espera-se que o creme de coco se desfaça e junta-se o sumo de limão.

Adicionam-se os camarões e mexe-se. Deixa-se cozinhar em lume brando, de panela tapada, mexendo apenas de vez em quando, durante mais 5 ou 6 minutos. Os camarões estarão prontos quando adquirirem aquele característico tom alaranjado. Deixam-se repousar mais um pouco, sempre com a panela tapada. Querendo, pode deitar-lhes por cima uns coentros frescos, cortados aos bocadinhos na altura, antes de servir.

Comemo-los só assim, com cerveja.

Ainda do artigo da Wiki, não resisto a transcrever mais este bocadinho:

A primeira menção da moqueca num documento histórico foi numa carta do padre português Luís de Grã, datada de 1554, onde ele afirma que "quando se dispunham a comer carne humana, os índios assavam-na na labareda", isto é, no moquem.