domingo, 2 de novembro de 2008

Quinta dos Aciprestes '2004

Douro DOC da Real Companhia Velha.

Consta que é produzido «a partir de parcelas de vinhas velhas» situadas entre o Cima Corgo e o Alto Douro, passando depois por breve estágio em madeira de carvalho. As castas são várias, predominando a Tinta Barroca, Aragonês e Touriga Franca.

Servi-o a 14ºC e não o terei bebido, em momento algum, a mais de 16/17ºC.

Cor rubi profunda. Muita fruta doce — amoras, cerejas e ameixas — a desvanecer-se em caramelo especiado. Balsâmicos frescos e notas de farmácia, a fazerem lembrar tintura de iodo, transmitem seriedade ao conjunto. Madeira, pinho, lá muito no fundo, e só um pouco. Aroma muito intenso, guloso e extremamente apelativo. Macio. Tal como na boca, cheia de fruta silvestre, densa, sumarenta, um pouco ácida. Também algum vegetal seco. E mais balsâmico. Um conjunto muito saboroso, bem estruturado, com boa persistência. O final é amadeirado.

Falta-lhe algo mais que apenas finura para poder ser considerado um grande vinho, mas é belo.

Custou menos de 7€ — uma excelente relação qualidade/preço. Nada a que este produtor não nos tenha já habituado.

Gostei muito.

16,5