quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Caixas de Origami e Brigadeiros

Temos reparado que muita gente anda a gostar da ideia de fazer pequenos presentes pessoais para trocar pelo Natal. Então, aos interessados, e mais ou menos por acaso, aqui fica uma sugestão:

Caixas de origami — a S. gosta de as fazer — com coisas lá dentro. Apenas para ilustrar o post, resolvemos rechear as caixinhas com brigadeiros embrulhados, primeiro em película aderente — como se costuma fazer com as bolotas de haxixe, por exemplo — depois em celofane colorido e/ou papel de seda.

Então, para começar, a receita dos brigadeiros que fizemos. Muito simples.

Misturaram-se 370g de leite condensado, 3 colheres de sopa de cacau magro em pó e outra de manteiga. Levou-se a mistura a lume brando, mexendo sempre até ficar bem espessa, e verteu-se para dentro de um recipiente previamente untado com margarina. Deixou-se arrefecer até à temperatura ambiente e moldaram-se pequenas bolinhas: umas simples, outras recheadas com amêndoa. Estes ingredientes resultaram em mais ou menos 30 bolinhas.

Que se podem rechear ou cobrir com as mais variadas coisas. Os nossos ficaram assim:




Uma variante engraçada destes docinhos pode fazer-se substituindo o cacau por 100 ou 150g (a gosto) de coco ralado.

Despachado o recheio, aí estão as caixitas que a S. andou a dobrar... Por baixo de cada caixa, o link para os esquemas das ditas, onde c define o esquema do corpo da caixa e t o da tampa. É de notar o nível de modularidade possível em origami: a tampa de uma caixa pode muito bem ser o corpo de outra e daí por diante. E, claro, as decorações exteriores podem ser o que quisermos.

Para começar, uma caixa de rebuçados feita com papel de engenheiro azul e transparente. Os esquemas estão nos links que seguem: parte 1; parte 2.




Fácil, hein? A seguir, uma caixa de aspecto um pouco mais arrojado:




Para a fazerem, podem seguir o tutorial em vídeo disponível aqui.




Mais caixas: Nesta, a tampa é a peça t1 [parte 1; parte 2] e o corpo, aquela a que achei conveniente chamar c1 [parte 1; parte 2].




Mais do mesmo — apenas mudou a decoração: Tampa: t1 [parte 1; parte 2]; corpo: c1 [parte 1; parte 2].




Tampa: c1 [parte 1; parte 2]; corpo: c2; Nota: nesta caixa, para descobrir o tamanho da tampa (sendo o do corpo a folha inteira), usa-se o processo descrito no seguinte diagrama.




Tampa: c1 [parte 1; parte 2]; corpo: c2.

Nota: nesta caixa, para descobrir o tamanho da tampa (sendo o do corpo a folha inteira), usa-se o processo descrito no seguinte diagrama.




Tampa: c2, sendo o corpo a peça c1 [parte 1; parte 2]. Ah, e a flor, claro. Nota: nesta caixa, para descobrir o tamanho do corpo (sendo o da tampa a folha inteira), usa-se o processo descrito no seguinte diagrama.

As duas caixas que se seguem pertencem ao domínio do origami dito modular — consistem em várias folhas dobradas e encaixadas umas nas outras. Aí vai:




Feita com dois tipos distintos de papel de origami. O vídeo que ensina a fazê-la está aqui.




E por fim, esta, feita com 8 folhas — quatro para a tampa e outras tantas para o corpo. As instruções de dobragem da tampa estão aqui e as do corpo, aqui.

Como nota final, talvez convenha referir que os diagramas destas dobragens pertencem ao livro «Home Decorating With Origami» de Tomoko Fuse (Japan Publications, 2000; ISBN 4-88996-059-7).