sábado, 3 de janeiro de 2009

José de Sousa Mayor '2000

É o alentejano de topo da José Maria da Fonseca.

As uvas com que foi feito — 55% Trincadeira, 33% Aragonês e o resto Grand Noir — provêm de vinhas velhas, plantadas na década de 1950 na Herdade do Monte da Ribeira, perto de Reguengos de Monsaraz, então propriedade da Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, que foi comprada pela JMF em 1986 e cujo lendário Tinto Velho de 1940 tem servido, desde então, como modelo para estes vinhos.

Foram pisadas a pés em lagares de granito, tendo a fermentação do mosto ocorrido em ânforas de barro — seguindo a tradição romana, dizem. O vinho resultante estagiou ainda em meias pipas de carvalho novo durante 12 meses, tendo sido engarrafado em Janeiro de 2002. Produziram-se 25052 garrafas.

Cor granada de boa intensidade.

Aroma complexo, cheio de bagas e passas. Excelente bouquet, de grande amplitude, com muitas notas balsâmicas e a ceras, madeiras e ervas secas várias, cabedal e folha de tabaco. Apresentou ainda um interessante componente mineral, a fazer lembrar barro.

Encorpado na boca, de taninos aveludados e com o álcool e a acidez em (quase) perfeita harmonia. Em duas palavras, fluido e elegante. De sabores, bem seco, mas rico e delicado. Diria ser daqueles vinhos em que o nariz cresce realmente com a prova de boca.

Final longo e complexo.

Tenho acompanhado este vinho desde que comecei a beber. Gosto muito!

Custou à volta de 18€.

17,5