sábado, 10 de janeiro de 2009

Zimbro '2005

No rótulo, os seguintes dizeres:

«No coração do Cima Corgo (Tua) de vinhas com 20 anos e da combinação das castas Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (30%), Tinta Barroca (30%) e Touriga Nacional (10%) — Zimbro estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês e americano novo.»

O produtor possui página web, simples mas informativa q.b., aqui.


Sem mais delongas, assim o encontrei:

Cor violácea; opacidade mediana.

O aroma, maduro mas tenso q.b., desde logo deixa claras três coisas:

• O Aragonês está lá, não é pouco e é bom — tantas cerejas! Tantas cerejas daquelas, frescas, suculentas e com caroço!

• O mesmo se pode dizer da Touriga Nacional, apesar de apenas constituir 10% do lote — todas aquelas flores intensas, directas, como que num repente agressivo assim que se leva o copo ao nariz...

• É um vinho que só podia vir do Douro.

E uma curiosidade: sempre que o cheirei lhe notei certo aroma especiado, acre, que achei difícil definir — se não era zimbro, enganava bem.

Denso e aveludado na boca, claramente xistoso, mostra todas as marcas do Douro: o matagal cheio de esteva e feno, límpidas cerejas e bagas roxas e negras, violetas amargas e notas químicas a completarem o conjunto. Muito boa acidez. Sobressai uma pontinha de álcool. Tivera maior persistência, seria vinho para outros voos. (Digo eu.)

Ligou maravilhosamente com o «frango com molho de leitão» da Romy, mas é daqueles que vão bem sem comida.

Custou 7€, talvez mais uns cêntimos.

15,5