domingo, 29 de março de 2009

Omelette de Pinhões

Uma omelette de pinhões muito leve e aromática.




Dourei no forno (a 200ºC) uma colher e meia (das de sopa) de miolo de pinhão, o que demorou aproximadamente 10 minutos.

Parti dois ovos para dentro de uma taça. Temperei com sal e pimenta, juntei duas colheres (de sopa) de água e mexi muito bem. Juntei os pinhões e voltei a mexer.

Coloquei um fundo de óleo de amendoim numa frigideira larga — com cerca de 30cm de diâmetro — que levei a lume forte, deixando aquecer bem, sem ferver. Nessa altura, retirei a frigideira do lume, descartando o excesso de óleo, de tal forma que apenas restou uma fina película do dito a revestir-lhe completamente o fundo e as paredes.

A ideia por detrás deste passo, evidentemente, foi reduzir ao máximo a quantidade de óleo com que se vai cozinhar. Aumentando a temperatura deste, diminuí também a sua viscosidade, tornando assim possível descartar maior quantidade de óleo quente do que aquela que seria possível encontrando-se ele à temperatura ambiente.

A frigideira voltou ao lume, o óleo voltou a aquecer bem. Juntei então o ovo, pus o lume no mínimo e tapei. Assim que o ovo se começou a soltar das paredes laterais da frigideira, desliguei o lume e tapei, deixando o calor residual cozinhar a parte de cima da omelette.

Passados uns minutos, quando a omelette já estava morna — e por isso mesmo, com uma consistência capaz de suportar este último passo sem problemas —, enrolei-a e levei-a para a mesa.


P.S.

Como o aportuguesamento do termo aparenta ser gerador de polémica — omelete, omeleta, omolete ou omoleta? —, fiquei-me pelo original em francês. E que os deuses tragam uma valente praga de sífilis tanto aos que por isto me acharem snob como àqueles que tiverem a ousadia de me chamar luso-excluído ou algum outro termo afim da moda. Aos que simplesmente acharem que estou a ser parvo, claro está, o meu bem-haja — gosto de gente lúcida.