quinta-feira, 5 de março de 2009

Quinta da Pacheca — LBV '2002

Ora diz o produtor ser este um vinho resultante das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Amarela e Tinto Cão, provenientes de vinhas que dizem velhas — com 25 anos — quando se poderá considerar uma vinha velha, afinal? — interessante questão, mas vamos ao que importa (para aqui) — vinho esse posteriormente estagiado durante mais ou menos dois anos em cascos usados de carvalho português. Macio, bastante encorpado, essencialmente frutado e relativamente pouco doce, evoca muitas passas, também alguma tosta de barrica — e xisto molhado. Expressão engraçada da difícil questão da mineralidade: não lhe tendo encontrado nenhum cheiro objectivamente xistoso, não podendo dizer com clareza que me soube a xisto e, muito menos, sendo ele possuidor de taninos xistosos ou farinhentos, apenas posso concluir que, das duas uma: ou a referida sensação mineral, tão clara, esteve apenas na minha cabeça, ou na sua alma. Final longo e sólido, com picor alcoólico a que não consegui ficar indiferente. Pena. Bebi-o numa noite, sozinho e com um queijo de cabra bem suave, enquanto lia uma versão impressa disto. Vuuu!

14€.

15