quinta-feira, 5 de março de 2009

Quinta do Infantado — Reserva «Dona Margarida»

Quanto se tem falado deste tawny! Ah, sim, tawny tanto pode ser adjectivo como nome. Porém, parece que o nome, que designa o mesmo ser/estar que o adjectivo, pesem as mudanças próprias da diferença de função do termo, só surgiu mais tarde. Etimologicamente, então, o adjectivo tawny — que significa fulvo, aloirado, amarelo torrado, castanho-amarelado — vem do Anglo-Normando tané, tauné — tostado, bronzeado — E tudo isto para poder mandar mais um coice de amargurado, que anda por aí muita gente a grafar a palavra com letra maiúscula no meio das frases, como se de nome próprio se tratasse. Parem lá de fazer isso, pá. Bem, mas falava-se do que se tem falado — ugh! — deste «Reserva Dona Margarida». Levou 17 valores da Revista de Vinhos. Deu que falar em fóruns e, que eu tenha visto, convenceu de suas virtudes o autor do sempre tão interessante Pingas no Copo — olhem que arrancar-lhe um 16 não é pêra doce! Face a uma promoção desta envergadura, tinha de experimentá-lo — Pessoal, vêem? Em Vós confio, «em Vossas mãos me abandono saciado como a criança que acabou de mamar» — Aroma compostinho: predominância de frutos secos, sobretudo nozes, com ligeiro toque râncido — para mim, esta foi uma coisa boa. E melaços e caramelo, passas e especiarias. Razoavelmente complexo, portanto. Consistente. Bastante fino e persistente. Custou menos de 8€ — para o preço, de facto, está muito bem.

15,5