segunda-feira, 6 de abril de 2009

Adega de Pegões — Colheita Seleccionada '2007 (Branco)

Tenho ouvido electro e jogado muito Blogpoly nestes últimos dias — deixem de ser nunus e vão lá ver o que é — Também tenho bebido imenso! Pelo que, tendo reunido mais um conjunto já razoavelmente volumoso de «notas de prova» — alguém vai tentar adivinhar o porquê das aspas? — achei por bem vir aqui descarregá-las. Desta vez, e como se está a tornar perturbadoramente frequente — seguidos, um advérbio de modo e um adjectivo que soa a advérbio de modo, só perdem em disturbabilidade para dois advérbios de modo — havia ali um meio trocadilho — alguém ligou? Claro que não — Tão auto-referente que isto está a ficar! — um dia as postas ainda se misturam e aí quem não nos garante acabarmos todos a saltar, porquinhos through a color hoop . . . — Mas alguém ouviu o clip que pus no post anterior? Que gente fodida: às vezes parece que estamos a tornar-nos umas enfardadeiras de informação . . . queremos muita, cada vez mais, e fácil e rápida de digerir — que quem nos dá o biscoito vá direito ao fulcro da coisa porque não podemos perder tempo: ele escasseia, e há mais informação à espera de ser absorvida — Estou a falhar o fulcro; qual fulcro? — Nós, nós, nós! Qual nós! Estava só a ser cortês: nós, vós! — eu não! — Bem, de qualquer forma (e talvez o fulcro, qual fulcro?), o facto é que, ultimamente,

— Ora foda-se, esqueci-me do que ia escrever. E agora, como não me ocorre nenhuma maneira ao mesmo tempo elegante e divertida de terminar «isto», vou fazê-lo citando o apóstolo Paulo — esse santo homem — na sua Carta aos Efésios: «e não vos embriagueis com vinho, que é uma porta para a devassidão, mas buscai a plenitude do Espírito».

Quanto ao vinho, o primeiro do "pack" é mais um da Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões. Mistura de Arinto, Chardonnay e Antão Vaz, foi fermentado em meias pipas de carvalho americano, nas quais estagiou posteriormente durante quatro meses, com bâtonnage — processo que, como o nome indica, consiste em remexer os sedimentos (leveduras mortas, resíduos de fruta) que se vão acumulando no fundo dos depósitos onde se encontra.

Amarelo clarinho. Aroma simples, suave, essencialmente frutado, mais tropical que cítrico. Discreto. Em demasia, talvez. E assim continuou na prova de boca. De notar ainda alguma (ligeira) untuosidade, acidez reduzida, final curto. Não deixa de ser um branco equilibrado, que não agride, mas daí a ser o «quase vinhorro» que ainda há poucos meses ouvia dizer que era. . .

Custou menos de 3€ — e para o preço, de facto, está muito bem.

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