sexta-feira, 10 de abril de 2009

Quinta do Vale Meão '2006

60% de Touriga Nacional, 20% de Touriga Franca, 10% de Tinta Roriz e 10% de Tinta Barroca. As uvas foram pisadas a pé em lagares de granito e vinificadas em estreme. O vinho resultante estagiou 18 meses em barricas (80% novas, 20% de segundo ano) de carvalho Allier.

Intenso sem se mostrar impositivo, este vinho começou a desdobrar-se em camadas sucessivas de violetas e cerejas maduras, bagas e balsâmicos assim que vertido no copo. Mais ligeiras, porventura fugazes, algumas sugestões herbáceas, fumadas e de ligeiro verniz ajudaram a tornar o conjunto mais interessante. Boca muito fresca, de bom volume e profundidade, com taninos finos e numerosos, já redondos — o que não quer dizer que não vá amaciar ainda um pouco mais. Álcool e madeira bem integrados; mineralidade pronunciada, que de alguma forma me trouxe à ideia água muito fria a correr sobre cascalho — fácil de sentir mas muito difícil de definir... é a vida. Longo e aprazível, este vinho não cansa, dá sempre vontade de beber mais um pouco.

Contudo, trata-se, provavelmente, do Vale Meão mais fraco de sempre. Deixou-me com a ideia de diferir mais do segundo vinho da casa em perfil — este é bem mais imponente — que em qualidade. Custou 60€ — tanto quanto cinco garrafas de Meandro, mais um maço de tabaco e um lanchinho.

17,5