domingo, 10 de maio de 2009

Coisinhas de Hoje :)

19h22 — Acordei às sete e meia da manhã.

19h30 — Hoje fumei 16 pauzinhos do cancro. Ao tempo!

20h00 — Pela primeira vez em cinco anos, passei um dia a brincar ao xadrez com tabuleiros e peças de verdade. [Click for more.] Madeira e plástico, DGT e sucedâneos, olaré. Joguei que foi uma merda, suckei q'nem um aspirador e cheguei a casa todo fodido, mas não consigo deixar de me sentir satisfeito.

20h10 — Os putinhos devotos a Caissa têm um mau perder do caralho. Abardamerda. Já os grandinhos tendem a ser porreiros. Serão como bons vinhos, de taninos duros que apenas precisam de tempo para amadurecer antes de poderem revelar as suas mais embevecedoras delícias? Mas quem vê caras não vê corações.

20h11 — Os do Barreiro ainda são piores. A sério, nunca percebi porque é que um branco há-de querer ser preto. Excepto o Eminem, talvez.

20h15 — Do Barreiro... da margem sul... os pais dos putos do Barreiro... da margem sul... a gente do Barreiro... da margem sul... os prédios as ruas os bairros as estações... as gajas as lojas as paisagens os campos de basket os centros recreativos as covas as mães as pegas os corvos as cadelas cabras vacas mulas cabritas mulatas veados e bezerros...

20h21 — Enfim, tudo na margem sul... a terra... a terra da margem sul... a margem sul... Oh, a margem sul. Quando Mário Lino disse que aquela merda era um deserto, todos lhe saltaram acima. Pois o homem não só estava a ser sincero, como também verdadeiro e muito fino. «Vocês não existem» — últimas palavras de certa princesa antiga aos algozes enviados para a assassinar.

21h00 — [Após visitar este e este.] Os blogues de/com vinho em português até podem andar chatos, mas os fóruns morreram. Cheiram a queijo. E pior, estão infestados de zombies. A ver se os filhos da puta não arranjam maneira de atravessar o rio, ou está tudo fodido.

21h15 — Com reparos destes, é natural que a tendência seja para cada vez menos gente levar este espaço a sério. Mas... estarei eu a tentar vender alguma coisa? Ou a mim próprio?

21h17 — Histórias a preto e branco — ou não, quero lá saber — que começam com putas polacas de dezasseis anos. Na igreja, o padre é baixinho, barrigudo e grisalho. Esconde barris de vinho na sacristia, onde mexicanos e chineses ilegais torturam os putos que andaram por aí a colar os cartazes da Queima e pseudarritos de barbicha encaracolada, daqueles que votam no Bloco de Esquerda... espetam-lhes pregos no escroto. Lá em cima a maior puta festa, grande a valer Schopenhauer com os cornos cheios de coca tenta impingir caramelos furados a Humbaba renascido... Estão lá todos, todos mesmo, todos os que importam... o Cristo Negro, Manuel Luís Goucha e os Lords of Acid, a Dária e Justina-a-Puta, o próprio Mahoma e Mr. Nice. E o Elvis! Dry martini na mão, cheio de vontade de mijar, pergunta o caminho para o WC e ninguém lhe liga. Num quarto iluminado de branco e rosa claro, cama de dossel, o Super Mário fornica a Crise naquele seu jeitinho pequenino e eléctrico, enquanto no chão, enrolados numa poça de merda e whisky, Kirby e o Bonga se entregam a actos muito pouco consentâneos com a moral e os bons costumes. Oh sim, a maior puta de orgia possível e imaginável! Activistas do Klan, piratas maus, estrelas do rock e todos os dentistas do mundo... E Hitler! Um magnânimo Hitler vivo, jovem e belo, transbordante de saúde e sucesso, a partilhar a cabina do DJ com aquela moça Kika Lewis! Num mar de fogo e sémen, alimentado a corpos humanos...

Em glória, eu nas alturas, assisto a tudo enquanto como Doritos e cago no túmulo de Pedro e me babo com a confusão de tetas e gaitas e sangue, cinza, merda e o diabo a quatro. Ah, catano, que tesão!

23h35 — Foi só uma sestinha, afinal.

:\

Aliás, que puta dor de cabeça, caralho.