quinta-feira, 14 de maio de 2009

Monte da Ravasqueira '2007

Alentejano de Arraiolos, vinificado a partir das castas Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira, Touriga Franca e Petit Verdot. A ficha técnica diz que «cerca de 80% do lote estagiou durante 8 meses em barricas de Carvalho Francês».

Cor quase retinta. Aroma jovem, inicialmente muito fechado, muito voltado para a madeira e cheiinho de notas de cacau que, a meu ver, lhe trouxeram uma acridez... pouco cativante. Melhor na boca — apesar de concordante com os aromas, o facto de ser gorda e macia, com bom final, sempre ajudou a perdoar a relativa aridez de fruto doce. Deixei mais de metade para o dia seguinte e o facto é que o nariz se mostrou francamente melhor. Mais nítidas, mais sumarentas, ameixa negra e groselha. Mas se a vertente aromática ganhou com o arejamento, a boca perdeu. Encontrei-a mais delgada, menos cremosa, menos interessante. Posto isto, tem de ficar a nota: aposto que este vinho vai envelhecer bem. Talvez daqui a 3/5 anos... quem sabe...

Curiosamente, e não é a primeira vez que isto me acontece, achei o de 2006 bem mais agradável. Curiosamente, digo, porque 2006 foi um ano de fracas colheitas e 2007, dizem, muito bom. Talvez, até, o melhor da década... (a respeito disto, recomendaria este excelente artigo de Rui Falcão.)

Enfim, mais um a repetir no futuro, nem que seja para tirar as teimas.

Custou quase 6€.

15 — para já.