quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vallegre — Ceremony LBV '2002

A S. está a ver Skins. Aliás, a S. quer que a deixe ver Skins, que é uma série muito bonita, digo, acontecem coisas bonitas a criancinhas apelativas — e se aqui leu fodíveis... — ah!, Skins tem o seu quê de frescura, não se parece nada com a merda que a MTV nos tenta usualmente impingir!


Acima, a Cass. Uma das personagens.

E à esquerda pode ver-se a garrafa que albergava o vinho que deu azo a este post.

Trata-se de um LBV produzido pela Vallegre, sobre o qual pouco mais consegui apurar para lá do que vinha escrito no contra-rótulo. Envelheceu 4 anos em casco.

Rubi intenso, de corpo mediano, trouxe consigo generosos sabores e aromas de frutos negros, passas e, creio, pimentas, a par de tosta de barrica e outros empireumáticos, muito bem proporcionados, que tornaram a sua passagem pela boca algo mais interessante que aquilo que as impressões olfactivas, só por si, me haviam feito esperar.

Um pouco falho de complexidade e persistência. Um pouco taninoso de mais... 

Embora 2002 não tenha sido um bom ano e este vinho o reflicta, não me lembro de alguma vez ter bebido um LBV que pudesse considerar mau. Ou, até, apenas mediano. E este, como todos os LBV mauzinhos que por aqui têm passado, é um Porto bonzinho, pronto a beber e capaz de dar prazer a qualquer um.

Custou 9€, RQP decente.

15,5

P.S.

A quem tiver percebido o critério da italização, o meu bem-haja!

A quem tiver percebido de que forma este pequeno artigo expõe um mui' estúpido bug (ou para os bem intencionados, ausência de feature) do bloggah, um beijinho.