quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Álvaro Castro — Outeiro '2007

Isto tem andado meio parado, bem sei. Tempos de pausa sanitária! É que, se nem por um momento me fartei de beber, o mesmo não posso dizer acerca de escrever sobre o que tenho bebido. E a modorra continua. Infelizmente? Não sei. Mas descansem os caros leitores que apreciam este espaço. Não só não lhe estou a anunciar o fim como até vos garanto que vêm aí rios de vinho... haja tempo.

Como não sei bem por onde começar, deixo-vos este. Impressões breves em estilo desinspirado, que me desculpe o mau jeito quem alguma vez pensou que isto podia valer alguma coisa pela prosa oferecida... Oh, que se lixe.

Embora conheça razoavelmente os vinhos de Álvaro Castro, nunca tinha visto este «Outeiro» em lado nenhum. Deve ser novidade. A página web do produtor não o menciona e o contra-rótulo apenas diz ter sido feito com uvas das castas Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Ademais, se passou por barrica, e cheira-me que sim, o estágio deve ter sido bem curto — meio anito, se tanto, talvez com alguma contenção na madeira nova.

Pu-lo a 16ºC e abri-o. A ideia era prová-lo e depois deixá-lo coexistir com um franguinho assado muito simples — atirar a acidez do Dão contra o molhinho algo gordo da ave — mas encontrei-o tão vinoso e frutado «doce» — isto é, tão enjoativo — que logo resolvi deixá-lo a pernoitar no frigorífico, tapado só com a rolhita, e empurrar o bichinho com ice(d) tea. No dia seguinte estava bastante melhor. Muito simples mas equilibrado, fresco, aroma repleto de sumarentos frutos do bosque com pontinha abaunilhada e corpo mediano, de taninos duros. Enfim, um típico Álvaro Castro de base — vestido com alguma finura, mas de carácter proletário.

É capaz de estar melhor para o ano... e nos dois ou três seguintes.

5€.

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