domingo, 25 de outubro de 2009

René Barbier — Reserva '2001

Aragonês e Cabernet Sauvignon com estágio em madeira.

Cor acobreada. O aroma, achei-o marcadamente vegetal, notando-se perfeitamente a influência do Cabernet Sauvignon no lote. Tanto que acabei por me interrogar se o dito contará, de facto, com apenas 15% de uvas da referida casta, à semelhança do seu maninho de '98, isto segundo informações contidas na página do produtor.

Marcadamente vegetal e quase sem ponta de doçura; a fruta ia surgindo tímida e imprecisa. No mais, ainda lhe encontrei sugestões de pêlo e especiarias. Mas tudo muito indiferenciado, simples, mofino...

A boca, fresca e seca, de persistência algo fraca, mostrou no entanto uma untuosidade agradável. Com o tempo, aparentou ir ganhando doçura e um certo «quê» almiscarado. E em jeito de retrogosto, a partir de dada altura, começou a deixar sugestões de sabor a cona.

Após quatro dias no frigorífico, vedado apenas com a sua rolha voltada ao contrário, estava parcialmente oxidado, repleto de café e alicorados. Oxidado mas perfeitamente bebível. E por incrível que possa parecer, agradável.

Provavelmente, a graça que lhe fui achando terá crescido mais com o tempo de abertura que o vinho em si. Que, de qualquer forma, não compromete.

Custou 6,50€.

14,5