terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vidigal — Syrah «Reserva» '2004

Varietal Syrah da Estremadura, produzido pelas Caves Vidigal. O contra-rótulo é pura e simplesmente delirante; não resisto a reproduzi-lo na íntegra e fielmente.

«O "Vidigal", que tanta fama e prestígio alcançou na Escandinávia vai agora tentar conquistar o consumidor português, tradicionalmente dividido entre o popular e o snobe. O Vidigal não é uma coisa nem outra. É um vinho de qualidade a baixo-preço; barato e bom não só é possível mas desejável. O preço não segue o prestígio nem a qualidade, como o cão segue o cego! Não fazemos isto por bondade nem ingenuidade. É a nossa estratégia, "vender o melhor vinho possível, ao mais baixo preço possível", acreditando que mais tarde ou mais cedo o consumidor atento o descubra sem grande alarido nem despesa promocional da nossa parte. Este Syrah vai surpreende-lo e pode estar descansado que temos muito. Não somos daqueles que fazem boa figura com microvinificações em quantidades ridículas. Beba com moderação. Os 14% de álcool sobem-lhe facilmente à cabeça.

With this Syrah, our well-known Vidigal, betrays its original fidelity to a national multivarietal blend. By taking a step more on its internationalization, Vidigal embraces the globalized Syrah. Many people maintain that Portuguese wine producers should not work with foreign varietals. Well we are of the opinion that there are no such things as foreign varietals; there are no foreigners at all. We are all "nationals", we are all born "Here", in the same Hearth... somewhere in the neighbourhood. We know that it's a very simplistic and vague statement that while lacking accuracy has the virtue of being pacifist and antecipates the future. Invite Vidigal Syrah to your table. It's a good choice. A modest consumption of red wine is supposed to be healthy but drink moderately. Your friends, family and your health thank you. You will only disappoint the undertaker and your possible enemies. Be wise.»

Frutado, mas não doce. Levemente especiado. Saboroso, mas um tanto curto e magro de corpo, com o álcool a fazer-se notar em demasia. Não digo que não seja um vinho aceitável para um consumo quotidiano, mas duvido que venha a incluí-lo no meu. É que gosto de Syrahs gordos e opulentos... e deste, o que melhor retive como referência para memória futura foi que me pareceu, sei lá, aguado. Custou à volta de 3€. 13,5