terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Antes de vos dar mais do mesmo, aqui deixo uma citação em jeito de resposta (sou preguiçoso) a certos curiosos zumbidos que mais uma vez aparentam ter encontrado eco na nossa fatia de blogosfera.


«I'm all for blogs and blogging. (I'm writing this, ain't I?) But I'm not blind to the limitations and the flaws of the blogosphere — its superficiality, its emphasis on opinion over reporting, its echolalia, its tendency to reinforce rather than challenge ideological extremism and segregation. Now, all the same criticisms can (and should) be hurled at segments of the mainstream media. And yet, at its best, the mainstream media is able to do things that are different from — and, yes, more important than — what bloggers can do. Those despised "people in a back room" can fund in-depth reporting and research. They can underwrite projects that can take months or years to reach fruition — or that may fail altogether. They can hire and pay talented people who would not be able to survive as sole proprietors on the Internet. They can employ editors and proofreaders and other unsung protectors of quality work. They can place, with equal weight, opposing ideologies on the same page. Forced to choose between reading blogs and subscribing to, say, the New York Times, the Financial Times, the Atlantic, and the Economist, I will choose the latter. I will take the professionals over the amateurs.

But I don't want to be forced to make that choice.»


in The amorality of Web 2.0 @ Rough Type (Nicholas Carr),

um muito interessante artigo que vai ao encontro de questões que aparentemente têm tirado horas de sono a certos pensadores de relativo relevo no meio vínico nacional. E embora desde já vos advirta que muitas das opiniões do senhor são disputáveis, não duvidem de que se trata de um pedaço de prosa muito bem feito, como um vinho denso e macio, austero mas profundo, porventura difícil mas indubitavelmente iluminador, certamente capaz de deixar boas memórias.

Entretanto, às cegas ou não, continuem a abanar a colmeia. Que as abelhinhas não tardarão a vir. . . e a dar-vos mel pelos beiços.