terça-feira, 14 de setembro de 2010

Luís Pato — Vinha Pan '2003

Este é outro {monovinha, monocasta} de Luís Pato. Ficam a faltar os das Qtas. do Moinho e do Ribeirinho. . . talvez um dia, quem sabe. Como o do último enopost à data, foi elaborado a partir de Baga, desta feita de uma vinha com cerca de 20 anos, tendo estagiado durante 12 meses em carvalho de Allier.

Granada. Curioso! Reduzido q.b. imediatamente depois de aberto, mostrou-se fortemente alicorado — oxidado?! — após apenas meia hora de decantação. Ainda assim, cheio de fruta e, mais importante, retendo todos os traços característicos da casta. Cheio de fruta, dizia. Fruta de contornos difusos, confusos, mistura de bagas dos mais variados tipos, presentes sob as mais variadas formas, maduras, cozidas, maceradas, misturadas com aquilo a que os anglófonos chamam funk, e pêlo de bicho molhado, com terra, especiarias, talvez pimenta, sobre fundo que faz lembrar café, caramelo, açúcar mascavado, que cresce com o arejamento e se funde mais e mais com as notas oxidativas, a evocar xerez, casca de laranja cristalizada. . . enfim, não será pela quantidade de impressões proporcionadas que poderá apontar-se-lhe o que quer que seja. Na boca é macio (mas firme) e envolvente. Não tão sério como o V. Barrosa, um pouco menos denso também, mas, por outro lado, mais fácil, mais jovial. A alguma calidez alcoólica contrapõe-se uma acidez profunda, que equilibra. Muito necessária. Quanto a persistência, infelizmente, é apenas mediano.

Baga da new skool, pelo menos parece, enfim, um vinho porreiro, embora não impressione.

25€.

16,5