segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quinta da Alorna — Reserva (Touriga Nacional + Cabernet Sauvignon) '2008

Em relação ao produtor, link. Retinto e concentrado, este vinho faz lembrar terra seca e flores rasteiras, violetas, como é cliché apontar à casta que lhe marca o nariz, ameixa preta, cheia de açúcar mas nem por isso a rebentar de doce, passas, talvez, e muito provavelmente cacau, cacau amargo. Já agora, serei eu o único a encontrar elementos comuns entre o amargor do cacau e o oxidado do xerez, será só impressão minha? Ah! e, claro, ia-me esquecendo, carradas de carvalho novo: nem tosta nem resina, muito menos baunilha — antes pau, pau puro e duro, que deus me perdoe. Menos sumarento que o de 2007, que, convenhamos, estava quase brilhante, este é, ainda assim, um bom ribatejano, fresco, carnudo e muito generoso, longo e amplo qb. Estará melhor para o ano, aposto.

Foda-se, nada me tira a impressão de que a escrita deste post está uma miséria. A cada dia que passa sinto-me mais burro e, nem sei, se calhar, o pior é que ainda não embruteci o suficiente para deixar de me aperceber disso. Oh, vida!

6€.

16