domingo, 6 de fevereiro de 2011

Maria Mansa '2004

Vinificado na Quinta do Noval, propriedade histórica do Douro que desde 1993 pertence à AXA Millésimes — um click aqui, levará o leitor interessado ao catálogo respectivo.

Feito com Tinta Roriz e as Tourigas da praxe, este vinho apresenta cor granada e um aroma muito meh, apesar de, no papel, poder parecer completo — frutos pretos e passas, cacau amargo, especiarias, notas redutivas e mato. Na boca é curto e um pouco áspero, a dar para o ligeiro, e, dentro desse registo, relativamente equilibrado, apesar de leve excesso de álcool. É um vinho simples, fiel às castas que o compõem, talvez também à terra, mas sem qualquer espécie de brilho. Compará-lo com o Cedro do Noval, que custa apenas pouco mais do dobro, é, passe a expressão, comparar merda com pão-de-ló.

Em jeito de P.S., será que os que melhor servem o Vinho são aqueles que se esforçam por servir ao consumidor o melhor vinho? E já agora, quem servirá melhor o consumidor, famílias ou corporações? Será que faz diferença? Será que pode fazer?

5€.

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