sexta-feira, 18 de março de 2011

Quinta do Cardo — Rosé '2009

É raro, muito raro, beber rosé. Isto porque, acima de tudo, se consigo encontrar brancos ou tintos porreiros, francamente capazes de dar prazer, no intervalo entre os 3 e os 5€, tenho notado ser demasiado comum precisar de gastar tanto ou mais e, ainda assim, ao mesmo tempo, ter alguma sorte para conseguir encontrar um rosé minimamente agradável.

Chamem a isto preconceito, estou-me nas tintas. Para mim, preconceito é forçar o gosto a interesses comerciais, sacrificar o que sabe bem à necessidade de aceitar, ou ser visto a aceitar toda e qualquer novidade que se lembrem de me propor. Existirão certamente bons exemplares deste estilo, mas duvido que sejam numerosos — ou brilhantes.

Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Servido a 12ºC. Rosé avermelhado, da cor do fruto da rosa canina, trouxe consigo aromas a coisas simultaneamente doces e acídulas, a fazer lembrar morango, muito ao de longe. . . morango ou outro fruto vermelho qualquer. Na boca, algum peso, doçura saliente e uma acidez estranha, vincada, quase agressiva, mas mesmo assim incapaz de refrescar! A princípio, notei-lhe ligeira agulha, bolhinhas coladas às paredes do copo, que rapidamente se desvaneceram. O final, curto — ainda bem.

3€.

12,5