terça-feira, 17 de maio de 2011

3 Notas '2009

Traz a marca da Quinta da Barreira, de Carvoeira, Torres Vedras, sendo, porém, evidente que não foi feito com uvas desse lugar. Aliás, quanto a proveniência, para além da denominação legal de Vinho Regional Alentejano, não encontrei nada. Feito com Aragonês, Moreto e Trincadeira, terá estagiado (pouco tempo e só parte do lote, aposto) em carvalho americano. A ficha técnica, que pouco ou nada adianta ao que já foi dito, pode encontrar-se aqui.

Quanto ao vinho, rubi bonito, jovem, vinoso, traz consigo flores, frutos pretos, nougat. É simples, curto e equilibrado. Pequenino, levezinho, redondinho, mas muito correcto. Cumpre bem a premissa para que foi feito: agrada facilmente, e é só.

Talvez o blogue se apresentasse mais rico, se, em vez deste vinho de négociant, do qual não tenho, definitivamente, muito a dizer, aqui colasse algum dos muitos rótulos que diariamente me vão sendo deixados na caixa de correio electrónico. Para divulgação, dizem eles. E um indivíduo não consegue evitar pôr-se a pensar na quantidade de portais e agregadores e sucedâneos de portais e agregadores que já por aí existem, tantos deles sem ponta por onde se lhes pegue, sem utilidade, sem sucesso nenhum, que a pergunta surge naturalmente: para quê querer ser mais um deles? Para quê querer fazer de conta que também tenho um, só meu? Para quê aburguesar um passatempo que ainda me leva umas quantas horas por semana? Não, obrigado. Prefiro ir publicando aquilo que efectivamente experimentei. Spam com eles, enfim. E assim vou juntando endereços aparentemente idóneos, dos mais insuspeitos, à lista de generais da Etiópia que estão ansiosos por partilhar os seus milhões comigo. Bem, sinceramente, não sei porque vos estou a dizer isto. Não quero passar a ideia, errada, de que ainda me resta algum resquício de fé.

Até à próxima, pessoas.

4€.

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