quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cimarosa — Ruby Cabernet '2009

Cruzamento de Cabernet Sauvignon com Carignan, esta casta foi criada em 1936 na Univ. da Califórnia (Davis) por um senhor chamado Harold Olmo. É uma das chamadas Olmo grapes. Comprei este seu varietal, produzido pela Vineris, por ser diferente e ao mesmo tempo barato — quando pouco se investe, pequena é a desilusão.

Da mesma marca, já por aqui andou o Cabernet Sauvignon de 2009.

As notas que tomei quando o bebi mencionavam cor rubi de concentração mediana e que era engraçado o aroma ligeiramente picante e especiado, a fazer lembrar os pimentos do Cabernet Sauvignon, mas, em vez de verdes, vermelhos, em conjunto pouco intenso, infelizmente. Notei ainda que o ar lhe trouxe apontamentos de frutos vermelhos, cereja, caroço de cereja, groselha e bagas doces e ácidas, bem como que a boca, curta, fresca, redonda e equilibrada, sem grande estrutura ou volume, me deixou um tanto indiferente. Terminava dizendo que, sem defeitos ou virtudes de salientar, a experiência valeu mais pela curiosidade.

Passados uns dias, tenho de concordar. Nem vale a pena tentar reescrever o que quer que seja, este vinho é mesmo assim.

Marcadamente tecnológico, nota-se feito para ser correcto e de preço razoável, um pouco como um pequeno automóvel utilitário. E tal como um pequeno utilitário, não emociona, não faz pensar, não conta uma história, mas lá vai cumprindo a sua missão. Mostrou-me uma casta nova, deu-me de beber um dias destes ao almoço e ainda sobrou um pouco para temperar carne. Para o preço, está muito bem. Mas, com apenas 2€ para beber, na vasta maoria dos casos, mais vale comprar meio litro de Franziskaner.

De qualquer forma, não consigo incluí-lo no escalão até 13,5: sem interesse — leva um 14, mas baixo, baixinho.

2€.