domingo, 1 de maio de 2011

Só Syrah '2007

Desta vez, a coisa bebida foi um Syrah de Palmela produzido pela Bacalhôa Vinhos de Portugal. Proveniente de vinha única, baptizaram-na dos Tatás, este vinho passou 17 meses em barricas novas de carvalho Allier (70%) e americano.

Escuro. Concentrado e opulento, com frutos negros, ameixa, cereja, ginja, acidez verde, a fazer lembrar relva cortada de fresco, especiarias várias, misturadas, e fumados, bacon. . . mais tarde, ligeira compota, chocolate de leite e caramelo. Curiosa a expressão verde apresentada, bem mais próxima do traço distintivo encontrado em muitos dos Vintage de 2007 que daquilo que consigo recordar alguma vez ter sentido, e isto em termos de coisa em si vs. enquadramento, num tinto seco. Impressão minha, talvez. Na boca, seco, intenso, um bocado taninoso, bastante fresco, bastante persistente também. Troncudo, mas longe de se poder considerar gordo.

Claramente Syrah e, ao mesmo tempo, um Syrah atípico. Que, no entanto, achei muito agradável. Depois dos minutos de seca que passei a cheirá-lo e virá-lo enquanto tirava notas para o caderninho do álcool, bebi-o com espetadas de porco grelhadas e a combinação agradou-me muito. Uma última nota: para já, precisa de muito ar; deverá estar no ponto para o ano, ou no seguinte.

12€.

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