sábado, 25 de junho de 2011

Adega de Penalva — Garrafeira '2007

Olá pessoas. Tenho a ideia de que aqui o sítio está a desbombar. Mea culpa, bem sei. No blogue, como na vida, estou-me nas tintas, cada vez mais. Em boa parte por uma questão de puro e simples desencanto. Olho em redor e noto que anda tudo carregadinho, embufadinho, cheiinho de stress, borbulhas, caspa, depressão, caganeira. . . Não sei se é da crise, se da precariedade, se da puta que os pariu (digo, genes fracos). Bichezas do caralho, que já não lhes basta pão e circo! Agora querem mais, querem crianças, empregos estáveis onde possam ser incompetentes, subsídios para gastar na Zara e na Leroy Merlin, amigos dos copos, frases de apoio. . . aí sim, é vê-los rejubilar. Céus, que ódio! Que a ventanisca de Pazuzu os leve a todos!

Oh, à merda, enfim, coitados, que o que me traz aqui são outros assuntos. (Vocês também ficam amargos e um bocadinho suicidas quando têm muito sono?)

Do que bebi na última semana, destaco este tinto da Adega Coop. de Penalva do Castelo. No sítio web do produtor lê-se que é composto por 50% de Touriga Nacional, sendo a outra metade uma mistura de Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen. Lê-se também que passou "cerca de 6 meses" em barricas de carvalho francês e americano antes do engarrafamento.

Sucinto e directo ao assunto, que para trás mija a burra: Rubi, escuro e concentrado. Especiarias, algumas; madeira propriamente dita, quase nenhuma. Vem cheio de fruta densa, doce, a princípio quase vinosa, mais tarde acompanhada por notas de chocolate e café. Muitos taninos, farinhentos, acidez vincada, final longo. Todo ele novo, sério, troncudo, bruto, até — mas também fresco, alegre, preto e roxo, moderno, disponível e muito, muito bom.

8€.

16,5