quinta-feira, 16 de junho de 2011

Casa Aranda — Reserva 2005

Carregal do Sal, quintinha do sec. XVIII, Touriga Nacional, Tinta Roriz, 12 meses em carvalho francês, 13% de teor alcoólico, 6000 garrafas. Bu!

Granada. Fruta silvestre. Framboesa? Fruta do Dão. Se quiserem, entre aspas. Arborizado, bosque fresco. Sombras, austeridade, silvas, matagal. É o reflexo de onde vem. Louro e casca de árvore e folhas secas de eucalipto. Fixe, fixe. . . Terra, violetas, mato rasteiro. Sóbrio, mas tourigão. Caramelo residual. Tourigão, modernaço? Salgadinho na entrada de boca. Mineral. Azeitona parda, acidez. Enche, mas não envolve. Sabe a vinho, seco, fresco, forte. E persistente. No ponto, arriscaria julgar.

Ah! Depois de tudo o mais, será que também já desisti de fazer notas de prova úteis? Ou terei andado a perder o meu tempo quando as tentava construir segundo esse predicado? Oh, a dúvida. Como vivo bem com ela! O desespero, como há muito se sabe, é outro.

O vinho, bebi-o com bacalhau cozido em vapor, batatas noisette no forno e as cangalhadas que se costumam servir a acompanhá-los.

7€.

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