terça-feira, 9 de agosto de 2011

Marquês de Marialva — Reserva '2006

Produto local, este tinto produzido e engarrafado pela Adega Coop. de Cantanhede. Bebo com relativa frequência os vinhos deles — por norma, não me desagradam, nada mesmo. Este foi feito com Baga, 90%, diz o contra-rótulo, Syrah, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Fermentou durante 5 dias a 25/30ºC, tendo passado 4 meses em barricas de carvalho francês e americano antes do engarrafamento.

Primeira impressão: fresco. A isto não serão alheios os "parcos" 12,5% de álcool que apresenta. A fruta mostra-se madura, nem pesada nem sumarenta, antes vagamente resinosa, ligeiras notas fumadas e de especiarias a compor. No mais, tende para a ligeireza, tanto em comprimento como em volume de boca. Safa-o uma concentração mais que decente, que de alguma forma acaba por deixar um indivíduo a pensar encontrar-se perante um vinho completo. Que, bem vistas as coisas, é o que é. Curiosos conceitos — estarei, mais uma vez, a divagar? Enfim, sem mais delongas, comigo tem funcionado bastante bem, sobretudo quando acompanha pratos de carne ao mesmo tempo simples e ligeiros, como por exemplo aves fritas ou grelhadas, pizas daquelas mais magrinhas, sem malícia, e, porque não, o inevitável lanche misto ou pãozinho com chouriço que tão bem cai, tantas vezes quase como um life saver, no intervalo grande do trabalhito.

É, no entanto, menos interessante que este.

3€.

15