terça-feira, 2 de agosto de 2011

Roda dos Coelhos '2009

Será impressão minha, ou a cena dos apreciadores de vinho na net tem vindo a diluir-se? Que há cada vez mais, parece-me inequívoco. Mas a intensidade (e o aroma também) aparenta já não ser a dos velhos tempos. Enfim, que importa? Vim picar o ponto, manter o boteco aberto, colar mais um cromo na caderneta. Que me fique por aí — será, certamente, melhor. Quanto ao vinho, trata-se de um lote de Aragonês, Trincadeira, Syrah e Cabernet Sauvignon, produzido na Herdade dos Coelheiros. Aparte a origem, pouco tem a ver com a solenidade dos seus irmãos maiores. É coisa simples, para beber despreocupadamente.

Primeiro fruta madura, preta e vermelha, ameixa, framboesa. Depois baunilha e chocolate, de leite e branco, tanto e tão doce que não tardou a tomar conta da prova, a fruta atirada para segundo plano. Por fim, passas. É um vinho curto e cheio, e por isso mesmo um pouco abrupto, com bastante presença. Pena o teor elevado, a madurez excessiva, pena ser tão doce.

Face à versão de 2006, bebida mais ou menos com a mesma idade, desiludiu. Depois de experimentado, acompanhou coisas de porco grelhadas. Aguentou-se, mas não convenceu.

4€.

13,5