segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pingo Doce — Douro (Branco) '2009

Lote de Malvasia Fina, Gouveio e Rabigato, sem passagem por madeira, produzido pela Calheiros Cruz. O enólogo, Anselmo Mendes, o nome bem presente no rótulo, como que em subtítulo à marca/origem. Nunca deixei de achar esta relação enólogo famoso/vinho de marca branca inteligente e muito engraçada. Mais que os seus concorrentes, o Pingo Doce tem vindo a conseguir, ao mesmo tempo, não só apresentar um portfolio diverso e, regra geral, de bom nível, mas também associar-lhe um conjunto de nomes reconhecidos, há muito conotados com qualidade. Por um lado, aumenta a visibilidade destes últimos levando-os a novos públicos, por outro aproveita o seu bom nome (e qualidade: o enólogo x não vai querer o seu nome associado a um produto fraco) para promover os seus vinhos. Assim se valoriza uma marca com benefício para o consumidor — dito assim, parece algo óptimo. Porque é que poderá não o ser, talvez tema para outro post, acorde eu mal disposto.

Quanto ao vinho propriamente dito, aromas e sabores simples, relativamente fracos, com notas limonadas e de flores claras, brancas e amarelas. Mais vegetal que fruta, sem dúvida, embora também não vos consiga dizer que forma destacada de "verdum" lhe encontrei. Ligeira untuosidade, álcool bem integrado, acidez refrescante, esta, juntamente com o bom equilíbrio global, talvez a sua maior virtude — e final curto e fácil. Para beber bem fresco, a acompanhar coisas simples. Enfim, para o Verão.

Se não me engano, andará próximo dos 2€.

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