sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vallado '2010 (Branco)

Rabigato, Verdelho, Viosinho e Arinto. O mosto fermentou em bica aberta, ou seja, depois de prensadas as uvas, separado das partes sólidas, durante cerca de um mês, a uma temperatura entre 16 e 18ºC, tendo a maior parte do vinho resultante sido sujeito a um estágio de cinco meses em cubas. Diz ainda a ficha técnica resumida com que o produtor nos presenteia no seu sítio da internet que 10% do lote final passou igual período a apurar em meias pipas de carvalho francês.

Foi servido a 10ºC. A cor fazia lembrar sumo de maçã. Se tivesse de o reduzir a meia dúzia de palavras, uma delas teria de ser cítrico, dado que me trouxe recordações de lima e coisas que aconteceram em lugares e momentos com cheiros de lima presentes: estas associações enganam muito menos que aquilo que um indivíduo inicialmente é levado a pensar.

Cítrico, então, mas pouco, pelo menos de forma objectiva. E de tropical, não lhe encontrei nada. Pareceu-me mais expressivo nas flores silvestres, nas folhas e ervas molhadas, um cheiro algo primaveril, a campo depois da chuva. Diferente do habitual, felizmente cada vez menos. No mais, encontrei-o macio, fresco e equilibrado, de final agradável. Notei-lhe ligeiríssima doçura, em pano de fundo e apenas na boca. É um vinho a que não falta presença, apesar da expressão suave e de um peso, se tanto, apenas mediano.

6€.

16