terça-feira, 8 de maio de 2012

Maredsous Tripel

Sim, uma cerveja. Para variar. Sobre o que é uma Tripel, existe aqui uma mais que razoável introdução. Esta é fabricada pela Duvel Moortgat sob licença do autor original. Aos eventuais interessados em algo mais sobre eles, um ponto de partida, embora não o único, naturalmente, será a sua presença oficial na internet, aqui.

Advertência: eu não provo cerveja, bebo-a. Alcoolisée, 10º, de sabor maltado, com notas de caramelo e travo adocicado, antes tapado pela força do álcool e da carbonatação, a persistir no fim de boca. Pareceu-me ter ganho certa opulência com o subir da temperatura, chegando a sugerir fruta, essencialmente citrinos e as respectivas cascas, e ervas amargas. Corpulenta, de espuma farta e cremosa, tem a capacidade de parecer aconchegante, mau grado viver no limite do desequilíbrio alcoólico.

Desta vez, em casa, acompanhou Gouda velho. Traz à memória pequenos queijos de cabra, bem curados, e tostas de chouriço em pão pita, M e L e outros, e as nossas conversas sobre tudo e nada, o que calhava, e os aquários de luzes azuis e os discos que o dono nos deixava escolher em tantas noites passadas no Dixie — mas, daí, boa parte serão já coisas minhas.