quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Adega de Borba '2011 (Branco)

Conforme percebi da ficha técnica que o produtor disponibiliza online, o mosto resultante o esmagamento das uvas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro fermentou devagar, a temperatura relativamente baixa (falam de 14 dias a 18ºC). Deixaram-no descansar em cuba durante o Inverno e depois engarrafaram-no, tendo a produção atingido o milhão de unidades. Notável.

Cor pálida. Gordinho mas fresco, com acidez a morder ao de leve a ponta da língua e um final citrino e vagamente alcoólico. Maçã e pêssego pareceram-me predominar, e ananás, não abacaxi, também notei. Pelo meio, as possibilidades perdidas de fazer lembrar muitas outras coisas — por mais que isto tenha a sua quota-parte de objectividade, é preciso haver disposição!

No princípio, tinha um preconceito fodido contra os brancos do Alentejo. Pareciam-me sempre mais chochos e pesados que o recomendável, e quase certamente que mais chochos e pesados do que realmente eram, também. Com o passar do tempo, fui constatando que, afinal, as coisas não se passavam bem assim. Só que, comigo, um filme, quando dura, dura! E sei que o caminho para me reconquistar, embora longo, passa por muitos vinhos simples e bem feitos, para o dia-a-dia, como este.

3€.

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