sábado, 6 de outubro de 2012

Colinas '2006

A principle of wine commentating is that certain consumers wish to learn about actual wines to purchase and also wine culture. A tough fact is that the higher-earning demographic sectors buy more wine and also higher priced wine and they are busy people who want a businesslike presentation of wine list suggestions and wine stories. Often they are time-poor. It is pretty clear from browsing blogs that the commentators and readers are not time-poor and they have a predilection for cheaper wines. (...) I've spent a lot of time reading blog reviews of wines I know. There are two problems. First, the reviews are very long, with lots of personal lifestyle comment that is irrelevant to the wine. Second, the reviews are not very good; they are usually gushing in enthusiasm and technically poor. I've read wonderful accounts of taste in wine that i know is faulty and smelly (and beginners in my wine appreciation class picked up this unpleasant taste immediately, so I'm not being obscure). I found it difficult to get a calibration on quality, because writers use terms such as "sound", "good booze", "serious booze", and a browser can't get a relative rating. in Writers, Bloggers & Tweeters, artigo de Andrew Corrigan, MW, na Winestate 33/4 de Jul/Ago 2010. E é mentira? Não estranhem a introdução: pouco tendo para vos dizer, sobre este vinho ou o que quer que seja, pareceu-me que a citação supra aqui encaixava como uma luva.

O vinho, bairradino, foi produzido e engarrafado por Colinas de S. Lourenço, de S. Loureço do Bairro, Anadia, ainda no tempo de Sílvio Cerveira. Não apurei quase nada sobre ele, também, mas não só, porque não perguntei. Do contra-rótulo, só a parte em português são 9 linhas cheias de nada e www.colinas.pt está offline. O seu correspondente de 2007 aparece explicado no sítio que a Idealdrinks mantém na internet, mas sobre este... Li por aí que terá levado Touriga Nacional, Baga, Merlot e mais qualquer coisa; depreendi da prova a possibilidade de ter passado algum tipo de estágio em madeira, à partida, curto. De cor ainda rubi, mostrou alguma fruta preta genérica, mas boa, secundada por notas de pinho, menta e baunilha. Mais forte que gordo, retendo algum do carácter que a influência atlântica traz aos vinhos da região, pareceu-me, no entanto, bastante acessível. Como se fosse um tipo grande e sério, mas simpático. (Como a comparação não surgiu espontaneamente no feminino, presumo tê-lo sentido um vinho masculino.) Enfim, adiante. A caminho da meia dúzia de anos, continua relativamente jovem, e nada indica que se vá estragar tão depressa. Termino bem à blogger: não tendo ficado espantado, gostei.

5€.

15,5