quarta-feira, 6 de março de 2013

Periquita '2012 (Branco)

Não começarei o post afirmando o quão estranho me parece ver um Periquita branco depois de cinquenta anos de hábito ao tinto, viva-se o presente. O lote: 53% de Verdelho, 25% de Viosinho, 20% de Viognier e o resto, Moscatel de Setúbal. Fermentado em depósito de inox a 16ºC, foi engarrafado, sem estágio, em Dezembro de 2012.

Ainda mais fresco que o seu amigo BSE, rico em frutos de caroço e lima, com ligeiríssimo mas surpreendentemente distintivo travo de Moscatel (o vinho deste ano só levou 2% desta casta, redução considerável face aos 30% do lote do ano passado). Como o outro branco seco proletário da casa, trata-se de um peso-leve cuja graça reside essencialmente na simplicidade e equilíbrio. Versátil e francamente bem feito, muito capaz de dar prazer. Foi o vinho com que acompanhámos o frango de churrasco da passada segunda à noite. (O processo de obtenção desse frango foi deveras díspar do nosso quotidiano: tomámos a bica no Il Café di Roma do retail park enquanto esperávamos que a ave estivesse pronta. A noite, gélida. Entrámos em lojas de cangalhada do tamanho de hipermercados, com três ou quatro empregados à vista e ainda menos clientes, para comprar umas merdices para colar madeira, gomas, papel. Toda aquela luz branca, outra vez o frio. Adoro frio.) O vinho, ah, beba-se jovem.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um PVP de 3,99€.

15,5