terça-feira, 16 de abril de 2013

Herdade da Figueirinha — Reserva '2009

Foi o vinho que bebi com o filme do post anterior e uns bocaditos de pão, queijo, chouriço e outros que tais. Um lanchinho. Cada vez mais acho que os filmes são para ver, os vinhos para beber, os discos para ouvir, etc. Por isso cada vez mais tento mostrar em vez de dissecar. Os meus vinhos: uma foto e uma ou duas linhas. Já foi feito, apenas não por mim. Talvez a seu tempo. Para já, o boteco continua assim. O vinho do post, alentejano de Brissos, perto de Beja, fez-se em cubas pelo método de curtimenta, levou Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet, Syrah e Cabernet Sauvignon, e foi engarrafado sem passagem por madeira. O produtor existe na internet, aqui.

Cheiroso, com flores e bagas maduras, ameixa e marmelo, feno e rama de tomateiro, balsâmico indefinido, talvez levemente abaunilhado, talvez também pele? — tem uma complexidade peculiar e bonita. Lembro-me de em Novembro de 2008 ter avaliado um espécime da colheita de 2005, que tanto quanto me lembro pouco diferia deste, com 14 valores. Desagradou na altura certa falta de lustro, de força, ficou a ideia de que este conjunto de aromas merecia ter-se desprendido de algo maior. Desde então, estes vinhos aparentam ter evoluído qualquer coisa nesse sentido. Pouco, mas o suficiente para se notar a diferença. Digo que aparentam porque não tenho a certeza. Ou então também fui eu que mudei.

3€.

15