segunda-feira, 8 de julho de 2013

José de Sousa '2011

É a mais recente edição do colheita da marca alentejana da José Mª da Fonseca. No que diz respeito às castas utilizadas, a sua ficha técnica refere 47% de Grand Noir, 33% de Trincadeira e 20% de Aragonês. Do processo de produção, será de destacar a fermentação de pequena parte (não especificada) do vinho em ânforas de barro e o envelhecimento de 8 meses em carvalho novo, americano e francês.

Servi-o directamente da garrafa, a mais ou menos 14ºC, e encontrei um vinho muito alentejano, de carácter macio e dimensões medianas, sobejamente maduro, com fruta preta, figo e tâmara, e muitas notas de chocolate e café. Pareceu-me seguir as pisadas do seu predecessor da colheita de 2010, porventura melhor afinado. No mais, também me pareceu apresentar uma mineralidade muito própria, efectivamente a fazer lembrar barro — presença ténue, é certo, mas importante: quando a competição é feroz, como acontece no segmento de mercado em que este vinho se insere, são os detalhes que fazem a diferença.

Acompanhou o almoço do último Domingo, dia extremamente quente, em que basicamente nos barricámos em casa com o ar condicionado ligado: alheiras no forno, ovos estrelados e pãozinho.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um preço de 7,99€.

15,5