sexta-feira, 26 de julho de 2013

Vallado '2010

O produtor adianta que cerca de 80% do lote (30% Touriga Franca, 25% Touriga Nacional, 20% Tinta Roriz, 5% Sousão e 20% de vinhas velhas) estagiou durante 14 meses em cubas de aço inoxidável, tendo o restante passado o mesmo período em meias pipas de carvalho francês de 3º e 4º ano.

Bebi-o sem tomar notas. Foi em casa, à hora do costume, e o caderno estava lá, mas não apeteceu. Agora, alguns dias depois, lembro-me de um tinto jovem mas já feito, completamente adulto e claramente do Douro, de volume e persistência medianos, focado na fruta, sobretudo negra, com toque de pimenta, baunilha e mato rasteiro, taninos vivos e uma acidez muito refrescante a ligar todo o conjunto.

Não tendo agradado tanto quanto o espécime da última colheita aqui registada, 2007, que adorei, é sem dúvida um vinho sólido, que consegue o recorte moderno sem comprometer noutros aspectos, como a tipicidade ou a elegância, coisa que imagino não trivial face à quantidade de experiências mais ou menos falhadas que se podem encontrar em circulação, mas a que a casa que o produz nos foi habituando com invulgar consistência, faz já algum tempo, mesmo nas gamas de entrada, de grande tiragem. A repetir.

7€.

16