quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Marqués de Riscal — Sauvignon '2011

Desta vez o post é sobre um Sauvignon Blanc produzido em Rueda por um dos grandes impulsionadores da região, a sobejamente conhecida Herederos del Marqués de Riscal. Consta que a ideia por detrás destes vinhos é fazer muitos litros de Sauvignon honesto. Para tal, faz sentido apostar na tipicidade mais fácil de obter num varietal, a da casta, aqui conseguida por meio de uma lenta fermentação a frio, que proporciona uma expressão pura q.b. dos aromas primários respectivos ao produto final. Isto, combinado com algum corpo, que lhe permita durar pelo menos um par de anos, e que neste caso é obtido com uns meses de estágio sobre as borras finas, se bem aplicado, parece receita que dificilmente falhará. Claro que le bon Dieu est dans le détail.

Veio para a mesa a pouco menos de 10ºC, acompanhado por uns bocadinhos de peito de frango salteados com feijão verde e umas ervitas, um bocadinho de gengibre, se bem me lembro, e limão, prato tendencialmente fresco mas não ácido, que não tendo alguma vez julgado encontrar-me perante um vinho de piscina, também não quis colocar-lhe dificuldades escusadas. Chegada a hora do desfile organoléptico, passo a citar o caderninho negro do álcool, sem edição — acho que hoje estou a escrever morno e pesado, urge portanto parar de fazê-lo. "O nariz é de um maduro verde muito engraçado. Melão, flores brancas, ligeiro maracujá, rebuçado ou caramelo de limão. Sem ser explosivo, expansivo. E a boca não destoa. A acidez, a fruta, a untuosidade da casta, o doce-amargo no fim de boca, tudo apetitoso, cativante, a dar vontade de beber mais um pouco. Não é vinho de meditação, mas dá que pensar".

8€.

16,5