domingo, 3 de novembro de 2013

Chaminé '2012

Foi este o vinho que começou tudo. Um dia fui comprar algo para o jantar ao supemercado do centro comercial que fica ao fundo da rua onde vivemos. O Outono já ia avançado, estava frio. Parei por acaso na prateleira dos vinhos e reparei nele. Colheita de 2005, se a memória me não atraiçoa. Achei o rótulo engraçado, decidi trazê-lo.

Até aí, o consumo era pontual. Quase só bebia fora das refeições, na noite, e a maioria daqueles com quem mais saía preferia cerveja.

Já em casa, o Chaminé aqueceu, animou, alegrou o jantar. Ainda por cima, como a S não gostava de tinto, podia ser todo só para mim. Assim nasceu o hábito de onde haviam de vir a derivar estas páginas.

O Chaminé de hoje continua mais ou menos como esse primeiro de que me lembro. Praticamente só mostra fruta, escura e doce, com toque de compota e algum álcool — conjunto não necessariamente alentejano, mas cheio de sol. Pena o fim de boca algo curto, apesar da redondez que por momentos promete mais.

Em jeito de nota, da ficha técnica disponibilizada online pelo produtor: 45% Aragonês, 30% Syrah, 12% Touriga Nacional, 7% Trincadeira, 6% Alicante Bouschet. Fermentou sem engaço e estagiou em cubas de inox antes de ser engarrafado.

4€.

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